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:: história
Tudo começou à 10 anos
quando os pais de Matt, Dom e Chris se mudaram para Devon na Inglaterra, sítio
monónoto, frio e chuvoso.. Um inferno para qualquer adolescente se se deixa
entregar ao tédio como recorda Matt: "Limitavamo-nos a andar juntos, fumar e
ouvir música". Para fugir a este tédio formaram a sua primeira banda, os
Gothic Plague, banda com pouco sucesso que se limitava a fazer covers de
bandas do início dos anos 90.
Depois dos Gothic Plague chamaram-se Fixed Penalty, depois Rock
Baby Dolls, mas a sua falta de sucesso não os desmotivava.
Uns anos depois apareceu um dos grandes catalisadores (irónicamente) dos
muse, o aparecimento do Britpop (oasis, etc...). Diz Matt: "Quando o Britpop
e os Oasis apareceram, simplesmente não me fez nada. Não sei porquê mas não me
fez sentir nada, não parecia suficientemente apaixonante, não parecia que a
música devia ser assim. Foi por isso que começámos a ouvir música americana,
parecia mais louco" e apartir daí, enquanto parecia que toda a Inglaterra
vivia de Blur e Oasis eles viraram a sua atenção para Smashing Pumpkins,
Radiohead, Primus, Nirvana, .. bandas que de certa forma serviram de molde para
a construção da posterior sonoridade.
As coisas começaram a ficar mais sérias, mais ensaios, iam tocar a todos
os sítios que pudessem, mudaram o nome para muse e ao ver o tempo a
passar, e como diz Matt: "Todos os nossos amigos desapareceram para a
Universidade e pensámos: 'Somos pobres, temos trabalhos de merda e que
detestamos, temos de conseguir de qualquer maneira um contracto'" tentaram
fixar-se numa nova editora experimental chamada Taste Media, facto que os levou
a tocar pela primeira vez em 1998 em Londres.
Todo este ambiente explosivo de aparecimento fizeram suscitar interesse de
editoras americanas e em Novembro do mesmo ano foram tocar a Nova Iorque.
Depois de mais um punhado de shows com sucesso o interesse americano subiu
e semanas depois foram de novo para os states tocar a Los Angeles onde tocaram
no porto de Santa Mónica, local e show que serviram de palco à assinatura de
Muse para a editora de Madona, Maverick. O negócio foi fechado na véspera de
Natal e rápidamente seguido por outras editoras: Motor (Alemanha), Naive
(França) e Mushroom Records (Reino Unido), ou seja, depois de 5 anos de falta de
sucesso conseguiram em dois meses 4 contratos discográficos.
Sairam então os EPs, "Muse" em 1998 e "Muscle Museum" em 1999 que
esgotaram rapidamente e os catapultaram quase que imediatamente para a gravação
do novo álbum, produzido por John Leckie (produtor do "The Bends" de Radiohead)
que ficou completamente fascinado pela energia e paixão da banda (Matthew:
"Eu acho que não existem muitas bandas que sentem realmente o suficiente a
musica que fazem. É pena mas eu acho que Nirvana foi a última banda a fazer
realmente isso. A música deve ser um escape para as tuas emoções. Se não fosse
por muse eu provávelmente seria apenas mais uma pessoa violenta. Efectivamente é
um alívio, e é assim que tem de ser".
Após a saída do primeiro álbum "Showbiz" em 1999 que foi um sucesso,
muse começou por construír um grupo de seguidores que se cimentou com o segundo
álbum "Origin of Symmetry" em países tão distantes como o Japão, Rússia,
... para não falar nos pavilhões esgotados em toda a europa e mesmo nos EU.
Muito há a dizer sobre a música de muse...Paixão, energia, raiva,
talvez das últimas bandas que apareceu que contém a verdadeira essência de que
qualquer banda que vem para ficar tem...É simplesmente a melhor banda do mundo
;P
(c) josé alves 2003